quinta-feira, 13 de maio de 2010

Histologia é o estudo dos tecidos do corpo e de como estes tecidos se organizam para constituir órgãos.
São reconhecidos quatro tipos de tecidos fundamentais: Tecido Epitelial, Tecido Conjuntivo, Tecido Muscular e Tecido Nervoso.
O tamanho pequeno das células e dos componentes da matriz torna a histologia dependedente do uso de microscópios.
Uma particular especialização da histologia é a citologia, considerada a ciência das células. Estuda ela a célula em si, a qual constitui, em definitivo, a base das ciências biológicas, porque a célula é o elemento fundamental de todos os seres vivos.
Citologia e Histologia não estudam somente a estrutura da célula e dos tecidos, mas também as relações entre a estrutura e a função, e portanto, se integram com a fisiologia, com a física e com a química.



Processamento histológico

O procedimento mais usado no estudo de tecido é a preparação de cortes histológicos que podem ser estudados com a ajuda de um microscópio. No microscópio de luz a imagem pode ser examinada porque um feixe de luz é transmitido através do corte, utilizando-se o micrótomo como instrumento de grande precisão para fatiar os tecidos e órgãos que foram previamente tratados.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Histologia é o estudo dos tecidos do corpo e de como estes tecidos se organizam para constituir órgãos. São reconhecidos quatro tecidos fundamentais: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso.
O tamanho pequeno das células e dos componentes da matriz torna a histologia depende do uso de microscópios.
Uma particular especialização da histologia é a citologia, considerada a ciência das células. Estuda ela a célula em si, a qual constitui, em definitivo, a base das ciências biológicas, porque a célula é o elemento fundamental de todos os seres vivos.
Citologia e histologia não estudam somente a estrutura da célula e dos tecidos, mas também as relações entre a estrutura e a função, e, portanto, se integram com a fisiologia, com a física e com a química.


Processamento histológico
O procedimento mais usado no estudo de tecido é a preparação de cortes histológicos que podem ser estudados com a ajuda de um microscópio. No microscópio de luz a imagem pode ser examinada porque um feixe de luz é transmitido através do corte.
Utiliza-se o micrótomo como instrumento de grande precisão para fatiar os tecidos e órgãos que foram previamente tratados.
Existem vários processos até que a lâmina esteja pronta para análise. Processos esses chamados de: Fixação, Desidratação, Clareamento. Impregnação, Inclusão e por fim a Contrastação.

Fixação: Este é um processo em que o tecido por um tratamento para preservar sua estrutura, ou seja, sua morfologia e a composição molecular para evitar a autólise*. Este tratamento é feito por substâncias químicas, em que o tecido é imerso em soluções de agentes desnaturantes o que estabilizam as moléculas. Soluções chamadas de fixadores, como exemplo, as solução isotônica tamponada de formaldeído e glutaraldeído que reagem com o grupo amina (NH2) das proteínas. Este processo dura aproximadamente doze horas.

Desidratação: Este é o processo em que é removida água dos tecidos, passando-a em diversos banhos de soluções crescentes etanol em água. Ocorre uma osmose em que entra álcool etílico e saia água sem que ocorra perda da composição. A duração é de seis a vinte quatro horas.

Clareamento: Este é o processo em que o etanol presente nos fragmentos deve ser substituído por uma substância intermediária (anfipática) que seja miscível tanto em etanol como na parafina. Essa substância pode ser o benzol, xilol ou toluol, onde os fragmentos são embebidos e saturados, ficando transparentes. Este processo dura de um a seis horas.

Impregnação: Este é o processo em que tem-se a penetração da parafina nos vasos sanguíneos, espaços extracelulares e intracelulares. Devido ao calor que causa a evaporação do solvente (etanol) e os espaços existenes dentro dos tecidos são preenchidos pela parafina, ficando assim, rígidos. Este processo dura de trinta minutos a seis horas.

Inclusão: Este é o processo em que os tecidos devem ser infiltrados em uma substância que lhe ofereça uma consistência rígida, como a parafina. Ocorre então, a obtenção de um bloco de parafina de forma regular para que o tecido possa ser fatiado pelo micrótomo.

Constratação: Este é o preocesso em que ocorre a mistura de corantes, pois com poucas exceções, a maioria dos tecidos são incolores. Os tecidos são então corados para que se possa observar os componentes destes e suas distinções.
A maioria dos corantes se comporta como compostos ácidos ou básicos. Os componetes dos tecidos que se coram bem com corantes básicos são chamados basófilos, e os que têm afinidade por corantes ácidos são chamados de acidófilos. Dentre todos os corantes, a combinação de hematoxilina e eosina (HE) é a mais comumente usada. A hematoxilina cora em azul ou violeta o núcleo das células e outras estruturas ácidas. A eosina, por outro lado, cora o citoplasma e o colágeno (proteína) em cor-de-rosa.
Em alguns casos deve-se usar um contracorante que se aplica num corte apenas para permitir a visualização dos contornos das células ou do núcleo.




Microscopia de Luz
O fator mais crítico para um microscópio fornecer uma imagem detalhada é o seu poder de resolução, que é definido como a menor distância entre duas partículas ou duas linhas que permite que elas sejam vistas como dois objetos separados.
O microscópio de luz é composto de partes mecânicas e ópticas. O componete óptico consiste em três sistemas de lentes: condensadora, objetiva e ocular. O condensador concentra a luz e projeta um feixe luminoso sobre o espécime. A objetiva projeta uma imagem aumentada do objeto em direção à ocular, que novamente amplia a imagem e a projeta na retina. Para imagens projetadas na retina, a ampliação total dada pelo microscópio é igual ao aumento da objetiva multiplicado pelo aumento pelo aumento da ocular.
O microscópio eletrônico de transmissão é um sistema de produção de imagens que teóricamene permite uma altíssima resolução (0,1 nm).
O funcionamento do microscópio eletrônico de transmissão se baseia no seguinte principío: eletróns podem ser desviados por campos eletromagnéticos.

Microscopia Eletrônica de Varredura
A microscopia eletrônica de varredura fornece imagens pseudotridimensionais das superfícies de células, tecidos e órgãos. Neste microscópio eletrônico um feixe muito pequeno de eletróns é movido sequencialmente de modo a varrer o espécime. Diferentemente do microscópio eletrônico não atravessam o espécime. As fotografias resultantes são de fácil interpretação. Pois apresentam imagens que parecem ser iluminadas e possuem locais claros e outros sombreados. O microscópio eletrônico de varredura mostra somente uma visão de superfícies.

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*autolise: A célula em quadros de hipóxia (pouco oxigênio) e/ou anóxia (ausência de oxigênio), utiliza a respiração anaeróbica (fermentação) como fonte de energia secundária. A respiração anaeróbica é pouco vantagosa em relação a respiração aeróbica por produzir pouca energia, e além disso ocorre a produção do ácido lático que é um resíduo tóxico. Este rompe a membrana do lisossomo e promove a ativação de enzimas que digere a própria célula.